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Notícias


Habitação: Arrendamento cai mas sobem as vendas nos subúrbios
Data: Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Há mais casas a serem vendidas, mas os elevados preços das cidades empurram as pessoas para os subúrbios. Arrendamento está em queda. 

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Habitação: Arrendamento cai mas sobem as vendas nos subúrbios
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

Há mais casas a serem vendidas, mas os elevados preços das cidades empurram as pessoas para os subúrbios. Arrendamento está em queda. 

O arrendamento chegou a representar 60% da atividade das imobiliárias no auge da crise, mas caiu a pique nos dois últimos anos e, em 2016, já só valia 25%. Os números são da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que destaca a forte subida na compra de casas, nomeadamente nos subúrbios de Lisboa e Porto. 
A causa para a quebra nos arrendamentos e para o aumento da compra de casas nos arredores das grandes cidades é a mesma: o preço elevado. “As pessoas até querem arrendar casa, mas as rendas são altas e compensa mais comprar”, precisa Luís Lima, presidente da APEMIP. Mesmo na compra, a primeira opção vai para o centro da cidade, mas os preços acabam por levá-las para os subúrbios. “As pessoas só vão para os subúrbios porque são empurradas”. 
Os números da Century 21 em 2016, ontem divulgados, corroboram aquela leitura. No ano passado, a faturação desta imobiliária cresceu 36% (ultrapassando os 25 milhões de euros) alavancada no aumento das vendas de imóveis, que passaram de 7250 para mais de 8 mil. Nos arrendamentos houve uma quebra de 4233 para 3500 (-21%). “Os preços das casas estão a subir, mas o rendimento disponível das famílias não aumentou e a oferta de casas também não. Por isso, as pessoas estão a ser direcionadas para os mercados suburbanos”, explica Ricardo Sousa, administrado da imobiliária, em declarações ao Dinheiro Vivo. 
A faturação da Era, uma das maiores imobiliárias do país, aumentou 30% no ano passado, com a venda de 12 mil casas. O “arrendamento caiu e representa menos de 16% das transações”. 
Luís Lima acredita que o arrendamento vá continuar a perder peso, porque a oferta é escassa e porque as pessoas tendem a refletir nas rendas o peso da fiscalidade. As rendas habitacionais pagam uma taxa de IRS de 28%, podendo apenas ser descontado ao seu valor o IMI, as despesas de condomínio e encargos com obras, se os houver. “Infelizmente não aproveitámos a crise para criar um verdadeiro mercado de arrendamento. A fiscalidade continua muito elevada e isso faz com que os preços sejam altos”, diz o presidente da APEMIP. 
A este efeito fiscal, junta-se um outro que os operadores do mercado dizem estar cada vez a notar-se mais: a escassez de oferta de casas, nomeadamente nas tipologias (T2 e T3) e segmentos (médio) mais procuradas pelas famílias portuguesas. Dados do Confidencial Imobiliário (Ci) revelam que na região de Lisboa as rendas estão a registar subidas homólogas consecutivas há 10 trimestres. A nível nacional, a tendência tem também sido de aumento, mas mais ligeiro. 
A escassez de casas está também a refletir-se nos preços de venda. A Century 21 avança que o preço médio a nível nacional situou em 148 mil euros no ano passado, contra 130 mil euros em 2015. No caso de Lisboa, o índice de preços medido pelo Ci dá conta de um acréscimo homólogo de 24,7% no terceiro trimestre de 2016 – que se segue a três trimestres de subida na casa dos dois dígitos. 
Luís Lima e Ricardo Sousa convergem nos motivos para a escassez da oferta: o sector da construção está parado e há poucas casas a entrar no mercado. Em média entram no mercado 1900 fogos novos por trimestre mas as transações superam os 30 mil.
Esta falta de oferta não se sente nas zonas suburbana – onde as vendas estiveram estagnadas nos anos da crise – e comprar lá uma casa atualmente “é uma questão de oportunidade: há casas disponíveis e os preços compensam”, diz ainda Luís Lima, que mostra preocupação com a subida de preços observada nas zonas mais nobres das grandes cidades.
O Market Survey do Ci revela que as primeiras semanas de 2017 “voltam a apontar para uma aceleração do preço das casas”, porque a procura continua a superar a oferta. Mas no arrendamento, a dinâmica “da oferta permanece escassa”. 

O arrendamento chegou a representar 60% da atividade das imobiliárias no auge da crise, mas caiu a pique nos dois últimos anos e, em 2016, já só valia 25%. Os números são da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), que destaca a forte subida na compra de casas, nomeadamente nos subúrbios de Lisboa e Porto. 

A causa para a quebra nos arrendamentos e para o aumento da compra de casas nos arredores das grandes cidades é a mesma: o preço elevado. “As pessoas até querem arrendar casa, mas as rendas são altas e compensa mais comprar”, precisa Luís Lima, presidente da APEMIP. Mesmo na compra, a primeira opção vai para o centro da cidade, mas os preços acabam por levá-las para os subúrbios. “As pessoas só vão para os subúrbios porque são empurradas”. 

Os números da Century 21 em 2016, ontem divulgados, corroboram aquela leitura. No ano passado, a faturação desta imobiliária cresceu 36% (ultrapassando os 25 milhões de euros) alavancada no aumento das vendas de imóveis, que passaram de 7250 para mais de 8 mil. Nos arrendamentos houve uma quebra de 4233 para 3500 (-21%). “Os preços das casas estão a subir, mas o rendimento disponível das famílias não aumentou e a oferta de casas também não. Por isso, as pessoas estão a ser direcionadas para os mercados suburbanos”, explica Ricardo Sousa, administrado da imobiliária, em declarações ao Dinheiro Vivo. 

A faturação da Era, uma das maiores imobiliárias do país, aumentou 30% no ano passado, com a venda de 12 mil casas. O “arrendamento caiu e representa menos de 16% das transações”. 

Luís Lima acredita que o arrendamento vá continuar a perder peso, porque a oferta é escassa e porque as pessoas tendem a refletir nas rendas o peso da fiscalidade. As rendas habitacionais pagam uma taxa de IRS de 28%, podendo apenas ser descontado ao seu valor o IMI, as despesas de condomínio e encargos com obras, se os houver. “Infelizmente não aproveitámos a crise para criar um verdadeiro mercado de arrendamento. A fiscalidade continua muito elevada e isso faz com que os preços sejam altos”, diz o presidente da APEMIP. 

A este efeito fiscal, junta-se um outro que os operadores do mercado dizem estar cada vez a notar-se mais: a escassez de oferta de casas, nomeadamente nas tipologias (T2 e T3) e segmentos (médio) mais procuradas pelas famílias portuguesas. Dados do Confidencial Imobiliário (Ci) revelam que na região de Lisboa as rendas estão a registar subidas homólogas consecutivas há 10 trimestres. A nível nacional, a tendência tem também sido de aumento, mas mais ligeiro. 

A escassez de casas está também a refletir-se nos preços de venda. A Century 21 avança que o preço médio a nível nacional situou em 148 mil euros no ano passado, contra 130 mil euros em 2015. No caso de Lisboa, o índice de preços medido pelo Ci dá conta de um acréscimo homólogo de 24,7% no terceiro trimestre de 2016 – que se segue a três trimestres de subida na casa dos dois dígitos. 

Luís Lima e Ricardo Sousa convergem nos motivos para a escassez da oferta: o sector da construção está parado e há poucas casas a entrar no mercado. Em média entram no mercado 1900 fogos novos por trimestre mas as transações superam os 30 mil.

Esta falta de oferta não se sente nas zonas suburbana – onde as vendas estiveram estagnadas nos anos da crise – e comprar lá uma casa atualmente “é uma questão de oportunidade: há casas disponíveis e os preços compensam”, diz ainda Luís Lima, que mostra preocupação com a subida de preços observada nas zonas mais nobres das grandes cidades.

O Market Survey do Ci revela que as primeiras semanas de 2017 “voltam a apontar para uma aceleração do preço das casas”, porque a procura continua a superar a oferta. Mas no arrendamento, a dinâmica “da oferta permanece escassa”. 


Negócio a ferver: mais de 300 imobiliárias nasceram só em janeiro
Data: Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Os números confirmam o que se fala sobre o dinamismo que o imobiliário está a viver, atualmente, em Portugal.

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Negócio a ferver: mais de 300 imobiliárias nasceram só em janeiro
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

Os números confirmam o que se fala sobre o dinamismo que o imobiliário está a viver, atualmente, em Portugal.

Só em janeiro passado foram constituídas 301 empresas de serviços deste setor, mais 16,2% que em igual período de 2016. E o imobiliário é o segundo setor da economia nacional que maior crescimento de novas empresas registou no mês passado, depois das telecomunicações com uma subida de nascimentos de 37,1%. No total, em janeiro nasceram 4.298 empresas em Portugal, o que representa um crescimento de 2,1% face ao período homólogo.
O mais recente barómetro da InformaDB mostra também que, ao longo dos últimos doze meses analisados - entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 -, foram constituídas 3.555 empresas de serviços imobiliários, ocupando uma fatia de 9,5% do total de 37.322 nascimentos de sociedades empresariais verificados no país. 
Mas nem só de boas notícias vive o setor imobiliário, ainda que não seja dos que tem pior performance. No último ano, fecharam 771 empresas desta área (4,7% do total) e faliram 113 (3,5%) do total.
Fazendo as contas a partir deste relatório, o rácio de nascimentos e encerramentos naturais das empresas de serviços imobiliários foi de 4,6 nos últimos dozes meses, sendo o mais alto de todos os setores em análise. No total, este indicador foi de 2,3.
Como nascimentos, a InformaDB considera as entidades constituídas no período em causa, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça. Já os encerramentos dizem respeito às entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no mesmo portal. Neste caso, não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução, mas vez que as insolvências apontadas são as entidades com processos iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça.

Só em janeiro passado foram constituídas 301 empresas de serviços deste setor, mais 16,2% que em igual período de 2016. E o imobiliário é o segundo setor da economia nacional que maior crescimento de novas empresas registou no mês passado, depois das telecomunicações com uma subida de nascimentos de 37,1%. No total, em janeiro nasceram 4.298 empresas em Portugal, o que representa um crescimento de 2,1% face ao período homólogo.

O mais recente barómetro da InformaDB mostra também que, ao longo dos últimos doze meses analisados - entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 -, foram constituídas 3.555 empresas de serviços imobiliários, ocupando uma fatia de 9,5% do total de 37.322 nascimentos de sociedades empresariais verificados no país. 

Mas nem só de boas notícias vive o setor imobiliário, ainda que não seja dos que tem pior performance. No último ano, fecharam 771 empresas desta área (4,7% do total) e faliram 113 (3,5%) do total.

Fazendo as contas a partir deste relatório, o rácio de nascimentos e encerramentos naturais das empresas de serviços imobiliários foi de 4,6 nos últimos dozes meses, sendo o mais alto de todos os setores em análise. No total, este indicador foi de 2,3.

Como nascimentos, a InformaDB considera as entidades constituídas no período em causa, com publicação de constituição no portal de atos societários do Ministério da Justiça. Já os encerramentos dizem respeito às entidades extintas no período considerado, com publicação de extinção no mesmo portal. Neste caso, não são consideradas as extinções com origem em procedimentos administrativos de dissolução, mas vez que as insolvências apontadas são as entidades com processos iniciados no período considerado, com publicação no portal Citius do Ministério da Justiça.


Portugal sobe para o 5º lugar dos melhores países para investir
Data: Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017
Fonte: casayes.pt

Portugal subiu um lugar no ranking mundial dos melhores países para investir em imobiliário no início deste ano, passando agora a ocupar a 5ª posição. A liderar continua os Estados Unidos da América pelo sétimo mês consecutivo e a Espanha mantém firme o 2º posto. 

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Portugal sobe para o 5º lugar dos melhores países para investir
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

Portugal subiu um lugar no ranking mundial dos melhores países para investir em imobiliário no início deste ano, passando agora a ocupar a 5ª posição. A liderar continua os Estados Unidos da América pelo sétimo mês consecutivo e a Espanha mantém firme o 2º posto. 

Portugal terminou o ano de 2016 no 6º lugar depois de já ter ocupado o 4º e mesmo o terceiro e entra em Janeiro de 2017 a subir uma posição. Segundo o TheMoveChannel, o principal site independente de imobiliário internacional, que avalia mensalmente o interesse a nível mundial dos investidores, a grande sensação deste mês foi a Grécia que subiu 18 lugares do ranking acabando por ultrapassar Portugal. Foi uma das maiores subidas deste mês, demonstrando que os investidores estão voltando a olhar para a Grécia. "Depois de um ano de incerteza política, de discutir a dívida nacional e um potencial 'Grexit' em 2017, o apelo de estilo de vida da Grécia não desapareceu. Na verdade, é mais acessível do que nunca, depois que os preços das casas caíram nos últimos oito anos consecutivos", explica Dan Johnson, director do TheMoveChannel.com.
A Itália foi outro dos países que subiu bastante no início do ano, escalando cinco lugares para ocupar a terceira posição. O Canadá também voltou a subir para ocupar o sétimo lugar, logo atrás dos Emirados Árabes Unidos (UAE). 
"A propriedade americana continua sendo uma das mais atraentes do mundo", acrescenta Johnson. "A economia do país, independente de sua situação política, é estável, com o Reserva Federal ainda em curso para aumentar novamente este ano as taxas de juros ", admite.

Portugal terminou o ano de 2016 no 6º lugar depois de já ter ocupado o 4º e mesmo o terceiro e entra em Janeiro de 2017 a subir uma posição. Segundo o TheMoveChannel, o principal site independente de imobiliário internacional, que avalia mensalmente o interesse a nível mundial dos investidores, a grande sensação deste mês foi a Grécia que subiu 18 lugares do ranking acabando por ultrapassar Portugal. Foi uma das maiores subidas deste mês, demonstrando que os investidores estão voltando a olhar para a Grécia. "Depois de um ano de incerteza política, de discutir a dívida nacional e um potencial 'Grexit' em 2017, o apelo de estilo de vida da Grécia não desapareceu. Na verdade, é mais acessível do que nunca, depois que os preços das casas caíram nos últimos oito anos consecutivos", explica Dan Johnson, director do TheMoveChannel.com.

A Itália foi outro dos países que subiu bastante no início do ano, escalando cinco lugares para ocupar a terceira posição. O Canadá também voltou a subir para ocupar o sétimo lugar, logo atrás dos Emirados Árabes Unidos (UAE). 

"A propriedade americana continua sendo uma das mais atraentes do mundo", acrescenta Johnson. "A economia do país, independente de sua situação política, é estável, com o Reserva Federal ainda em curso para aumentar novamente este ano as taxas de juros ", admite.



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